08/03/2011 08h00
- Atualizado em
08/03/2011 08h00
Guia de carreiras: biblioteconomia
Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários.
'Dificilmente um recém-formado fica desempregado', diz William Okubo.
Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o
bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet.
Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de
Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do
formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando
o mercado para estes profissionais. Conheça um pouco mais sobre a
profissão no Guia de Carreiras desta terça-feira (8).“Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.
Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”
O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.
Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”
Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.
Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Referência: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html
UFF realiza palestra sobre biblioteca escolar
RIO - Alunos do terceiro e quarto períodos do curso de
biblioteconomia e documentação da Universidade Federal Fluminense (UFF)
promovem, nesta sexta-feira, a palestra "A Miséria da biblioteca
escolar". O tema é título do livro do professor Waldeck Carneiro da
Silva, que participará do encontro. Em seu texto, ele levanta a
discussão da existência da biblioteca escolar no Brasil, seu
funcionamento e não-existência da disciplina em alguns cursos de
biblioteconomia, dentre outras questões.
Waldeck Silva é
professor da UFF e secretário municipal de Educação de Niterói. Os
interessados podem se inscrever até esta quarta, peloe-mail bibesc_uff@yahoo. com.br. O evento será na Faculdade de Educação, sala Paulo Freire, bloco D, campus do Gragoatá, às 14h.
RIO - Alunos do terceiro e quarto períodos do curso de
biblioteconomia e documentação da Universidade Federal Fluminense (UFF)
promovem, nesta sexta-feira, a palestra "A Miséria da biblioteca
escolar". O tema é título do livro do professor Waldeck Carneiro da
Silva, que participará do encontro. Em seu texto, ele levanta a
discussão da existência da biblioteca escolar no Brasil, seu
funcionamento e não-existência da disciplina em alguns cursos de
biblioteconomia, dentre outras questões.
Waldeck Silva é professor da UFF e secretário municipal de Educação de Niterói. Os interessados podem se inscrever até esta quarta, peloe-mail bibesc_uff@yahoo. com.br. O evento será na Faculdade de Educação, sala Paulo Freire, bloco D, campus do Gragoatá, às 14h.
Waldeck Silva é professor da UFF e secretário municipal de Educação de Niterói. Os interessados podem se inscrever até esta quarta, peloe-mail bibesc_uff@yahoo. com.br. O evento será na Faculdade de Educação, sala Paulo Freire, bloco D, campus do Gragoatá, às 14h.
Nenhum comentário:
Postar um comentário